Tô ensaiando essa receita faz tempo. Receita que faz sucesso em diversos restaurantes hispanicos e argentinos aqui em São Paulo, é uma alternativa gourmet para os famosos churros espanhóis (grandes e recheados) que foram inventados aqui no Brasil.
Na realidade, essa é mais uma história de origem controversa. Alguns defendem que Churros é espanhol. Outros defendem que é uma receita portuguesa. Não importa a origem, mas nesses dois países a receita não leva recheio. Levando em consideração que no Brasil, na Argentina, no Uruguai e México o doce é recheado, reservamos um ramequim com o doce de leite para agradar a todos.
Mini churros com doce de leite
Ingredientes
2 xícaras de água
2 colheres de sopa de açúcar (bem cheias)
2 colheres de sobremesa de manteiga
1 pitada de sal
2 xícaras de farinha de trigo
óleo de canola
açúcar e canela
Modo de preparo
Em uma panela, coloque a água, o açúcar, a manteiga e o sal. Leve ao fogo até levantar fervura.
Baixe o fogo e com a ajuda de uma colher de pau, adicione aos poucos as farinha de trigo, mexendo sempre.
A massa irá incorporar e ficará homogênea, desgrudando do fundo da panela.
Deixe a massa esfriar e usando uma manga de confeiteiro, faça os churros, já levando ao óleo quente para fritar.
Retire com uma escumadeira, leve ao papel filtro para secar e passe na mistura de partes iguais entre canela e açúcar.
Sirva com doce de leite ou brigadeiro mole.
Dicas:
1) a massa fica dura. Usei uma manga de confeiteiro descartável e ela rompeu.
2) A massa pode ser moldada com a mão, como croquete. Uma ótima opção para quem não tem a manga
3) Frite na hora de servir. Dá trabalho mais fica mais saboroso.
Ambos são as pernas do porco, porém o pernil é dita como a mais nobre, por ser a coxa da pata traseira – logo mais tenra e macia.
A grande questão é que os moradores das grandes capitais do sudeste do Brasil conhecem o pernil como a “carne do sanduiche de porta de estádio”. Lembro de passar nas barraquinhas na praça em frente ao Estádio do Morumbi e ver aquelas chapas com patas enormes de porco, com aquele molho de tomate e cebola apurando o sabor por cima.
Como sugestão de comida para muita gente, já que o carnaval chega em breve, fiquem com esse clássico futebolístico.
Sanduiche de pernil de porta de estádio
Ingredientes
1 kg de pernil (você não achará um desse tamanho com osso, pode comprar parcial ou adaptar a receita)
2 dentes de alho picados
1 ramo de alecrim
pimento do reino
noz moscada
½ xícara de azeite
½ xícara de vinho branco
2 folhas de louro
Modo de preparo
No dia anterior, prepare a marinada. Junte todos os ingredientes em um recipiente ou saco plástico próprio para alimentos. Leve à geladeira por pelo menos 12 horas.
No dia seguinte, pré aqueça o forno a 180o por 15 minutos e leve o pernil para assar (o de 1kg, levou 1 hora e 20), coberto com papel alumínio. Retire o papel alumínio e deixe mais 10 a 15 minutos para dourar.
Deglaceie a assadeira com 2 copos de água e leve ao fogo em uma panela para reduzir e terá um delicioso molho.
Corte em fatias finas e misture com o molho doce de tomate e cebolas.
Molho de tomate e cebolas
Ingredientes
40 ml de azeite
2 cebolas médias
2 tomates
2 colheres de sopa de açúcar
sal
Modo de preparo
Lave e corte a cebola e o tomate em tiras.
Leve o azeite ao fogo baixo, em uma panela alta. Refogue a cebola, até que fiquem douradas.
Adicione as tiras de tomate e tampe a panela.
Quando o tomate “soltar água”, adicione o açúcar e mexa. Tampe a panela e deixe cozinhar por 20 minutos. Mexa de vez em quando.
Junte as fatias de pernil ao molho, para que o sabor apure.
Sirva com pão francês fresquinho e uma cerveja pilsen.
Está chegando ao Brasil a nova série (e a quarta) das garrrafas Essential Artists da 1800 Tequila. A inspiração dessa série é o encerramento do ciclo do calendário Maia, apontada por alguns místicos, religiosos e populares como o “apocalipse”.
Como sempre, cada uma das seis garrafas foi produzida em quantidades limitadas (e bem limitadas, diga-se de passagem), e representam a interpretação de cada um dos artistas para o que seria o fim do mundo.
Conheça os artistas 1800 Tequila Essential Artists Fim do Mundo:
Stephen Bliss – O artista começou em 1986, quando passou a trabalhar como designer in-house para a pioneira marca japonesa Hysteric Glamour. Nos anos 90 ele se estabeleceu como um ilustrador freelancer, com foco em quadrinhos meticulosamente pintados, revelando uma influência japonesa perfeitamente engrenada com a cultura ocidental, além de um delicioso senso de humor mórbido. Suas exposições são destaque em galerias de todo o Mundo.
Nathan Fox – Em 2001, Nathan Fox estabeleceu-se como ilustrador de publicidade e comunicação. Sua lista de clientes inclui empresas renomadas de videogame, comunicação e editoras de revista. Seu trabalho tem sido exibido nos Estados Unidos e Europa. Atualmente o artista atua de forma independente, em Kansas City, nos EUA, perseguindo sua arte narrativa e trabalho de ilustração em admirados quadrinhos.
I Love Dust – é uma boutique de design multidisciplinar especializada em soluções criativas, desde o design gráfico e ilustração para animação à antecipação de tendências. Eles têm dois principais polos de criatividade, ambos na Inglaterra. Mas sua perspectiva, clientes e colaboradores vão muito além dessas fronteiras, e os produtos gerados por esta obra coletiva itinerante podem ser vistos onipresente em produtos, imprensa e campanhas publicitárias em todo o mundo.
KAI + Sunny – são os queridinhos do design gráfico, moda e mundo da arte. Eles ganharam elogios múltiplos, incluindo o prêmio D&AD em ilustração/desenho, e exibições com a The Stolen Space Gallery e Haunch of Venison. Seu estilo de desenho intrincado, natural e, por vezes sinistro rendeu comissões para inúmeras capas de livros em inglês, direção de arte para etiquetas internacionais de moda e campanhas publicitárias diversas. Intuitivos e antenados, eles se aproximam de cada trabalho com integridade, e, além disso, possuem essa capacidade rara de antecipar tendências.
Tara McPherson – é uma artista baseada em Nova York. Fazendo arte sobre as pessoas e seus hábitos ímpares, seus personagens exalam uma inocência idealizada com um relance de sabedoria em seus olhos. Recordando muitas questões da infância e experiência de vida boa e velha, ela cria imagens que são instigantes e sedutoras. As pessoas e seus relacionamentos são um tema central em todo o seu trabalho.
Sandro Tchikovani (Misk1) – foi inspirado no universo criativo desde cedo por seu pai, um arquiteto e artista. No início dos anos 80, ele foi inspirado pelo movimento de arte urbana que florescia, e a tinta spray e canetas hidrocor se tornaram a sua forma de arte. Conhecido por suas obras elaboradas, de estilos selvagens e cores expressivas, Misk1 ganhou reconhecimento mundial com suas letras dimensionais. Ultimamente, ele está cada vez mais engrenado no Graffiti com um novo estilo de arte contemporânea.
Serviço:
O projeto Essential Artists visa promover o trabalho de artistas urbanos, e tem misturado com sabedoria novos talentos e nomes já consagrados. Com o quarto lançamento da série, a tequila Super Premium 1800 pretende se aproximar ainda mais de seu consumidor e reforçar a imagem cool já existente no produto. Como em outras edições, a marca não deixa de lado suas raízes mexicanas e presta uma homenagem ao país com referências de sua cultura nas embalagens limitadas.
Misture a salsa, a flor de sal e o alho picado com a manteiga em pomada (temperatura ambiente com consistência mole). Quando estiver bem misturado, enrole em filme plástico, deixando em formato cilindrico e leve ao congelador.
Abra o peito de frango ao meio (borboleta) e tempere com sal e pimenta.
Retire a manteiga do freezer e do filme plástico e coloque no meio do frango. Enrole o peito de frango e prenda as pontas com palitos.
Quebre o ovo e misture com o leite. Reserve.
Empane o frango em duas etapas: Farinha de trigo – mistura de ovo e leite – Farinha de rosca.
Quem não gosta de comida de boteco? E quando essa comida vem no momento que sua geladeira tem apenas um ingrediente após você chegar de viagem? Pois é, o #365receitas de hoje é a situação descrita acima – cheguei em casa de viagem e não tinha nada, além de 1/2 kg de linguiça calabresa na geladeira.
Foi então que lembrei de um papo via twitter que tive com a Fe outro dia sobre a linguiça na cachaça deixar ou não deixar bêbado. Estava decidido o prato que eu faria.
Linguiça Flambada na Cachaça
Harmoniza maravilhosamente com a Cerveja Colorado Appia. Cerveja essa, que será o único motivo para você não dirigir.
Leve ao fogo em uma panela a margarina e adicione a farinha de trigo mexendo bem. Adicione aos poucos o leite e mexa sem parar por 5 min. Retire do fogo, adicione as gemas e mexa bem.
Por último, junte o queijo ralado e o milho verde batido no liqüidificador. Deixe esfriar, faça pequenos croquetes, enrolando com as mãos untadas com óleo.
Como o aniversário do Homem na Cozinha está chegando resolvi aproveitar o final de semana no interior e aproveitar na beira da piscina com 2 caipiroskas e um bom livro. Livro, aliás que em breve teremos resenha por aqui.
Voltando ao que interessa, em 2009 foi assinado o Decreto nº 6.871, que estipula que caipirinha:
§ 5º A bebida prevista no caput, com graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte graus Celsius, elaborada com cachaça, limão e açúcar, poderá ser denominada de caipirinha (bebida típica do Brasil), facultada a adição de água para a padronização da graduação alcoólica e de aditivos.
Surgiram obviamente adaptações e o drink que substitui a cachaça por vodka é chamada de caipiroska, devido a origem da bebida russa.
Para sair do comum, resolvi misturar duas frutas cítricas, surgiu então:
“Bardear ou lardear – técnica de enrolar gorduras em peças de carne para que essas não ressequem durante a cocção.”
Uma das minhas buscas quando decidi fazer faculdade – já disse anteriormente – era buscar técnicas e entender processos realizados na cozinha. O Bardear foi uma das desmistificações que eu tive nesse processo.
Um dos grandes erros gastronômicos do brasileiro, na minha humilde opinião, é o filet Mignon. Carne magra, sem gosto realçado, tem como únicas qualidades o fato de ser muito macia e ser muito fácil de acertar. Mas quando se erra, o resultado é trágico.
O bardear resolve grande parte desses problemas. Ao enrolar um bacon, panceta, toucinho ou presunto parma em um medalhão, resolvemos 3 grandes problemas do preparo do filet mignon: Não resseca, ganha sabor e geramos “caldo” para um delicioso molho.
Nessa receita, utilizei bacon – por ser o mais fácil de se encontrar – mas fica excelente com qualquer outra opção.
Medalhão Bardeado
Ingredientes
2 medalhões de filet mignon
4 fatias de bacon
sal
pimenta do reino
óleo de canola / Manteiga
Molho
10 cebolas pérola (aquela pequenininha)
50 ml de vinho tinto / vinho do porto
50 ml de caldo de carne
1 colher de sopa de manteiga GELADA
Modo de preparo
Separe os medalhões e bardeie (enrole) as fatias de bacon. Prenda com barbante culinário. A dica aqui é deixar o barbante bem no centro do medalhão. Reserve.
Descasque as cebolas e cozinhe-as em água com sal até que fiquem macias.
Quando as cebolas estiverem macias, tempere os medalhões com sal e pimenta e utilizando uma frigideira frite-os usando pouco óleo de canola ou manteiga. Para fritar, deixe a frigideira aquecer, coloque uma das faces na frigideira e somente vire após essa face estar no ponto desejado, somente aí vire o medalhã0. NOTA: Você deve virar apenas uma vez sua carne.
Retire os medalhões da frigideira e leve-os ao forno pré aquecido enquanto prepara o molho.
Molho
Com a frigideira ainda quente e sem lavar, jogue o vinho do porto na frigideira e solte toda a gordura da carne frita. Adicione então o caldo de carne e a cebola. Deixe esse molho reduzindo 50%.
Com o molho reduzido, retire a frigideira do fogo e adicione a manteiga gelada. Mexa rapidamente até que a manteiga incorpore no molho, engrossando-o.
Sirva imediatamente com o medalhão. Não se esqueça de tirar o barbante.
Na foto de destaque, o medalhão foi servido com Batata Anna
Passar por um processo completo de reeducação alimentar nos permite situações inimagináveis até o início do projeto. Sempre fui muito chato para comer. Verduras e legumes nunca fizeram parte do meu dia a dia, mas existia um prato feito 100% a base desses ingredientes que sempre me intrigou. O tal do Ratatouille.
Desde a saga de Rémy – o Petit Chef e do Linguini da Disney, sempre tive curiosidade de conhecer o prato.
Hoje, comendo de tudo, vejo o prato camponês como um grande trunfo para qualquer cozinheiro. A possibilidade de unir os mais diversos vegetais e as diversas formas de preparo nos permite criar um acompanhamento com base no que temos em nossa geladeira.
Nessa receita, apresento o mais próximo possível da receita dita original de ratatouille, mas vairações são bem vindas.