Foi essa pergunta que eu me fiz quando recebi a proposta do site Restaurante Web para participar do #jogododelivery. A proposta era uma semana de delivery – 7 almoços, 7 jantares. 14 refeições pedidas pela internet.
Aceitei o desafio, que vinha junto com algumas missões que eu precisaria cumprir. A cada refeição a equipe do Restaurante Web me direcionava o que eu precisava pedir e eu registrando tudo isso em vídeo e em um pequeno diário que passo para vocês:
Dia 1
Algo que nunca pedi antes – Essa missão foi relativamente fácil, pois conhecemos pizza, esfiha e chinês de delivery. Ao acessar o site, constatei quase 30 restaurantes na minha região (moro em região bem afastada do centro) e pedi uma refeição completa com peixe, salada e sobremesa.
Confesso que essa missão já me deixou ben apreensivo do que viria depois.
Já para o jantar, veio algo familiar e pedi um belo Yakissoba…
Dia 2 – Pensando bem, registrei tudo em vídeo, que você pode conferir abaixo.
O que eu concluí da missão que me dada no #jogododelivery me ajudou a descobrir excelente opções de delivery que nunca imaginei que pediria algum dia. Descobri deliciosas opções de lanche, pedi temaki e ele chegou inteiro e gostoso. Reparei que em existem opções inimagináveis de delivery aqui em São Paulo – de lanches naturais às tradicionais pizzas, descobri um lugar que tem uma esfiha enorme, do tamanho de um prato e o melhor de tudo, estou concorrendo a um iPhone 5 – que você pode me ajudar a ganha-lo e principalmente, pode concorrer a um também. Vou pedir que vocês acessem o hotsite do #JogodoDelivery e escolham o time do Homem na Cozinha. Se eu ganhar e seu grito de guerra for escolhido, levávamos os dois um Iphone 5 para casa.
Sempre me perguntam porque usamos na cozinha profissional o azeite de oliva ao invés do óleo ou outras gorduras. Se eu tivesse de responder de bate pronto, diria que pelo sabor.
Porém em uma análise mais profunda, o azeite de oliva aquece de melhor que manteigas e margarinas líquidas, ocasionando uma cocção mais saudável, selando as preparações mais rapidamente, mantendo assim o sabor da preparação.
Além disso, o Azeite de oliva é um produto bastante saudável. Por ser 100% natural – obtido da extração do óleo das azeitonas (taí o nome Azeite de Oliva), ele não é obtido através de processos artificiais como a maioria das gorduras.
Mas qual a diferença de azeite de oliva e azeite extra-virgem ?
Na Carbonell todo azeite é produzido da mesma forma – via azeitonas. O que diferencia cada um deles é o processo de obtenção.
Após a colheita, as azeitonas são levadas a um moinho, lavadas, peneiradas e ter suas folhas separadas dos frutos. Na sequencia, são prensadas com seus caroços e a pasta que orinda desse processo é pressionada para a extraçãoo de toda a umidade. A pasta vai para a centrifugação para separar o azeite da umidade. Quando colhido, o azeite passa por testes de classificação, onde temos cada um dos tipos de azeite existente:
a) Azeite de Oliva Extra Virgem
É o azeite de melhor qualidade. Tem uma acidez máxima de 0,8% ( o da Carbonell tem 0,6%). É o mais saboroso e com o aroma mais limpo.
O extra virgem é oriundo da primeira prensagem a frio, logo é indicado para preparações frias
b) Azeite de Oliva Virgem
É o azeite que tem a acidez de até 2%. Ele é obtido no mesmo processo do Extra virgem, porém possui a acidez maior.
c) Azeite de Oliva
É o azeite obtido através da mistura entre o azeite extra virgem e do azeite refinado (processo usado para corrigir as impurezas). Sua acidez máxima é de 3,3% e é excelente para ser usado em preparos quentes, como frituras e assados, pois no aquecimento ele não perde as características de pureza.
Depois de tanto estudar, a Carbonell me convidou para testar seus produtos em alguns preparos e trago para vocês agora.
Arroz Integral com Refogado de Abobrinha, Ervilha Torta e Alho Poró
Ingredientes:
4 colheres (sopa) de Azeite Carbonell (60ml)
2 xícaras (chá) de alho poro fatiado (220g)
1 xícara (chá) de ervilha torta cortada em pedaços de cerca de 3 cm(80g)
1 abobrinha média tipo italiana cortada em rodelas e depois ao meio (180g)
sal a gosto
4 xícaras (chá) de arroz integral cozido (800g)
Modo de Preparo:
Aqueça 2 colheres (sopa) de Azeite Carbonell e refogue rapidamente o alho poró. Junte a ervilha torta e a abobrinha. Tempere com sal a gosto. Refogue demoradamente em fogo baixo, panela tampada, mexendo de vez em quando, até os legumes cozinharem.Acrescente o arroz integral e o restante do azeite. Misture bem.
Rendimento:?3 porções
Tempo de Preparo:?10 minutos
Tempo de Cozimento:?15 minutos
Dicas:
Os legumes devem ficar cozidos mas al dente, isto é, macios mas firmes ao morder. Corte cada ervilha torta em 3 pedaços. 4 xícaras (chá) de arroz cozido equivale a cerca de 1 xícara (chá) cheia de arroz cru.
Variação:?Acrescente hortelã fresca picada no final da preparação.
Salmão Marinado
Ingredientes
500 g de filet de salmão limpo
100 ml de azeite Extra Virgem Carbonell
Suco de 2 limões (usei o siciliano)
40 g de sal grosso
Dill
Pimenta do reino branca em grãos
Modo de preparo
Processe com um pilão o Dill, a pimenta e o sal grosso. Adicione o azeite e misture bem.
Em um saco próprio de marinada, adicione o filet de salmão em 4 pedaços iguais e adicione a mistura de azeite e ervas e o limão.
Leve a geladeira por 3 horas.
Sirva em postas ou em fatias.
Notem que no arroz, que era quente, utilizei o azeite de oliva, pois teve contato direto com o fogo. Já na marinada, optei pelo extra-virgem para a manutenção do sabor.
Hoje tive um almoço diferente com o pessoal da Wickbold. Tivemos a apresentação dos produtos em comemoração aos 75 anos da empresa. O almoço foi acompanhado de uma aula hands-on na cozinha experimental da SC – a consultoria de conteúdo nutricional da Wickbold.
No encontro foram apresentados o novo site e o blog Sabor em Movimento, local onde serão apresentadas receitas e informações sobre os produtos da Wickbold.
O principal ponto da aula, foi um movimento que eu defendo desde sempre, a cozinha precisa ser prática, fácil e agradável. Nessa sobremesa que trago excepcionalmente para vocês, uma fatia de pão, vira a massa de uma tortinha de banana.
Confira:
Tortinha de banana
Ingredientes
2 fatias de pão de canela e passas
2 colheres de sobremesa de manteiga
Mistura de canela e açúcar em parte iguais
1 banana
Sorvete de creme para acompanhar
Modo de preparo
Com ajuda do rolo de macarrão, achate as fatias de pão.
Passe a manteiga nas duas faces de cada um dos pães e polvilhe uma delas com a mistura de canela e açúcar. Reserve.
Corte a banana em duas, mas na transversal.
Pegue cada metade das bananas, coloque na base de cada fatia de pão e enrole como rocambole.
Leve ao forno pré aquecido a 180o C por 10 minutos. Vire cada um dos rolinhos e leve novamente ao forno por mais 10 minutos.
Corte as pontas e posteriormente na diagonal e sirva com uma bola de sorvete.
200 g de repolho banco cortado em julienne (fatias finas)
120 g de cenoura ralada
40 g de cebola picada
1 colher de café de açúcar
Sal e pimenta do reino
10 g uvas passas
Buttermilk
200 ml de creme de leite fresco
50 ml de vinagre branco
50 g de maionese
Modo de preparo
Prepare o buttermilk juntando em um recipiente o creme de leite, a maionese e o vinagre. Misture bem. Isso azedará propositalmente a mistura.
Corrija o sal e a pimenta. Reserve.
Em outro recipiente junte os vegetais e as passas.
Despeje o buttermilk até cobrir a salada e leve à geladeira para murchar.
Em um bowl, faça a esponja – adicione o fermento, 120 g (1/2 xícara de chá) de farinha de trigo e 84 g de leite. Misture bem até ficar uma massa homogênea, cubra e deixe descansando até dobrar de tamanho. (aproximadamente 30’minutos)
Depois da esponja estar dobrada de tamanho, misture os ingredientes na seguinte ordem: Farinha de trigo, açúcar, melhorador. Adicione então a esponja e uma parte do leite (não adicione todo o leite). Vá incorporando a massa com as pontas dos dedos. Adicione o ovo e misture com a ponta dos dedos até massa estar homogênea. Se for necessário, adicione mais um pouco de leite.
Sove a massa na pedra da cozinha, sem polvilhar a farinha – sim, é possível. Vá adicionando o restante do leite aos poucos, quando perceber que a massa está ficando ressecada. Você deve sovar a massa por uns 20 minutos (até a massa estar lisa).
Faça uma bola com a massa, cubra e deixe-a descansar por 10 minutos.
Montagem
Abra a massa com o rolo de macarrão (formato retangular), e passe uma fina camada do creme de confeiteiro, com a ajuda de uma espátula e polvilhe as gotas de chocolate e o hortelã uniformemente por toda massa. Enrole-a como rocambole.
Corte esse rocambole em 8 pedaços iguais e disponha-os em uma forma redonda untada com óleo (base e paredes) separados 2 dedos um do outro. Cubra a forma e deixe o pão crescer por 30 minutos. Usando um pincel, passe o egg wash em cima de cada um dos círculos e polvilhe com açúcar cristal.
Asse no forno pré aquecido até estar dourado.
Finalização
Desenforme o bolo ainda quente e com a ajuda de um pincel, passe o geleia de brilho.
Simplesmente a base da confeitaria. Se alguém me perguntasse o que é o crème do confeiteiro, essa seria a resposta que eu daria. Tortas, pães, e diversos doces utilizam esse creme como base.
Eis uma forma simples de prepara-lo.
Ingredientes
500 ml de leite
½ xícara de açúcar
04 gemas
6 colheres de sopa de amido de milho
6 colheres de sopa farinha de trigo
1 colher de chá Essência de baunilha
Modo de preparo
Ferva o leite com ¼ de xícara do açúcar. Enquanto o leite ferve, misture a farinha, o restante do açúcar e amigo de milho. Misture os ingredientes secos com as gemas (deixe as gemas em um recipiente e adicione lentamente os ingredientes secos, mexendo com o batedor de claras).
Quando o leite levantar fervura, retire-o da chama do fogão e adicione a mistura de gemas aos poucos e sempre mexendo.
Retorne a panela ao fogo, mexendo sem parar e cozinhe por apenas mais 2 minutos.
Coloque o creme em um bowl, cubra com papel filme e leve à geladeira.
Quando o creme estiver frio, adicione a essência de baunilha.
Um dos maiores desafios dentro da gastronomia é, como disse muito bem minha amiga Bruna é a apresentação. Aliás, como muito bem disse a Bruna no seu texto, a apresentação é um dos mantras da gastronomia, segundo a renomada escola Le Cordon Bleu.
Nessa hora vale tudo, imaginação, invenção e como sempre, referencia. Sempre é possível inventar coisas novas, mas buscar tendências é a melhor forma de não errar.
Outro dia, na faculdade tivemos uma aula de saladas e fomos agraciados com a Salada Caprese. A salada Caprese é conhecida de todos – Tomate, Muçarela de Bufala e Manjericão. Surgiu então o dilema – Como sair do convencional ?
Já vi salada Caprese de todos os jeitos, mas nunca fugindo das rodelas de tomate e muçarela intercaladas (“empilhadas”, espiraladas, em leque….).
Surgiu então a idéia da canoa e o resultado foi esse:
Salada Caprese
Ingredientes
1 tomate caqui grande
6 bolas de Muçarela de búfala
40 g de manjericão Genovês (o de folhas grandes)
Azeite de oliva
Sal
Pimenta do reino
Redução de Vinagre balsâmico
Modo de preparo
Se fossemos falar da apresentação tradicional da salada, o modo de preparo seria lave os tomates, corte-os em fatias de 5mm, assim como as muçarelas. Disponha-as intercaladas. Salpique o manjericão, tempere e sirva.
Como o objetivo do post é mostrar o processo da apresentação da foto acima, comece realmente lavando e secando os tomates.
Se for servir imediatamente, não há necessidade de tirar a polpa e semente dos tomates, mas se for preparar com antecedência, retire a polpa.
Corte as bolas de muçarela ao meio e com cuidado retire o miolo delas. Você terá as cascas como se fosse claras de ovos cozidos.
Pique separadamente o tomate, as polpas de muçarela e as folhas de manjericão. Misture bem. Tempere com azeite, sal e pimenta.
Com ajuda de uma colher, preencha cada uma das canoas com essa mistura. Decore cada uma delas com uma folha de manjericão.
Decore o prato com a redução de balsâmico (você pode comprar pronta, ou reduzir em casa em fogo baixo).
Essa semana fui no Varejão do CEAGESP. O varejão é uma feira livre que acontece às 4as. Feiras no período da tarde, no estacionamento da Central de Abastecimento de São Paulo.
Diversas barracas, escolhi uma e comprei algumas frutas. Para minha surpresa, as ameixas que eu comprei não duraram 2 dias. Na sexta-feira já estavam batidas e em breve estariam no lixo. Pensando nisso, preparei uma geleia com todas as ameixas compradas.
Geleia de Ameixa
Ingredientes
1 kg de ameixa vermelha
350 g de açúcar cristal
suco de meio limão
500 ml de água
opcional
1 pau de canela
Modo de preparo
Lave as ameixas. Retire seus caroços e pique-as.
Deposite as ameixas picadas em uma panela alta (não se engane com a quantidade, use uma panela alta..
Adicione a água e o açúcar (Certifique-se que toda a ameixa esteja coberta por água). Leve ao fogo baixo, mexendo para que os ingredientes incorporem. Adicone então o suco de limão e a canela em pau. Mexa até que levante fervura.
Cozinhe por aproximadamente meia hora e na hora de retirar do fogo, faça o teste do pires.
Retire do fogo e deposite nos potes esterilizados.
200g Farinha de trigo
3g Fermento biológico seco
116g Água
5g Açúcar
5g Sal
16g Azeite
Egg wash
Decorações
Gergelim claro
Gergelim preto
Orégano
Parmesão ralado
Modo de preparo
Pre aqueça o forno a 170 graus.
Em um bowl, misture a farinha e o açúcar.
Misture o fermento e adicione metade da água e misture com a porta dos dedos.
Junte então o sal e após misturar agregue o azeite.
Sove a massa até que esteja bastante lisa e brilhante, sempre hidratando a massa com o restante da água.
Deixe a massa no bowl, coberta com filme plástico descansando por 10 minutos.
Polvilhe a bancada com uma colher de sopa de farinha e abra a massa com o rolo de macarrão.
Passe o Egg wash com um pincel de cerdas claras e polvilhe a decoração.
Unte a assadeira com pouco (bem pouco mesmo) óleo.
Corte as tiras de grissini com 1 cm de largura, torça-as e delicadamente coloque na assadeira untada.
Leve ao forno por 12 a 15 minutos, até ficar dourado.