Uma das maiores barreiras para as pessoas se aventurarem na cozinha, são os medos ou as dúvidas que as pessoas “acham ridículas” de perguntar. Resolvi então criar um espaço para que vocês possam me contar quais suas maiores
dúvidas na cozinhas.
Como usa panela de pressão? Qual a proporção de água para cozinhar o arroz? Com cozinhar macarrão direito?… Essas dúvidas são muito comum na maioria das pessoas e já estão com o conteúdo sendo produzido. Agora eu quero saber a SUA dúvida.
Me ajude a produzir esse conteúdo focado em vocês. Basta preencher o formulário abaixo. Nome e email não são necessários, mas quem colocar o e-mail, vai receber um alerta quando o material estiver pronto.
Sabe aquela receita que você nunca pensou em postar/escrever, porque achava que ninguém ia querer? Então, esse molho de pimenta para feijoada, é uma receita simples que meu amigo Persio me pediu ajuda no WhatsApp outro dia e eu resolvi trazer para cá.
Uma imagem vale mais do que 1000 palavras. Então antes de começar a descrever o assunto, fiquem com essa trança de bacon:
Certa vez, fui convidado pelos amigos Nathalia e Raphael para um churrasco. Depois de providenciar as bebidas, cheguei à churrasqueria e me deparo com Nathalia calmamente preparando essa trança:
O resultado ficou fantástico. Após fazer a trança, a Nathalia, abriu 6 linguiças toscana e recheou a trança de bacon.
Levamos o rolo de trança de bacon à grelha (alta) e deixamos por 45 minutos (virando uma vez com 30 minutos).
A mistura de hortelã com bebidas é muito antiga. A exemplo do Bullshot, o Mojito teria sido criado por um inglês em alto-mar. A diferença, nesse caso, é que a história deste drinque era contada nos bares cubanos por ninguém menos que o escritor americano Ernest Hemingway. Segundo ele, o almirante e aventureiro inglês Francis Drake, o primeiro homem branco a aportar em inúmeras ilhas do Pacífico Sul, apaixonado pelos aromas da hortelã, teria sido o primeiro a misturar a planta com boas doses de rum.
O grande passo que dei como churrasqueiro, foi conhecer bem os cortes do boi e características de cada uma das carnes. Entender a o gado e cada o potencial de cada um dos cortes de carne, faz uma diferença enorme na hora do churrasco.
O saudoso Marcos Bassi sempre foi um defensor da eliminação da divisão dos cortes entre “corte de primeira” ou “corte de segunda”. Lembro bem da primeira vez que ele me disse: “Não existe carne de primeira ou de segunda. Existe BOI de primeira ou boi de segunda”. E essa afirmação faz todo sentido, afinal um boi bem alimentado e de boa genética irá produzir uma carcaça de qualidade.
Não podemos esquecer que diferentes raças de gado, possuem finalidades diferentes, como corte e leite. Atualmente já possuímos tecnologia para realizar cruzamentos de raças diferentes, buscando melhorar a genética através de seleções, focando em cada uma das finalidades.
Baseando em fatores como manejo, rusticidade, solo, pasto, alimentação, marmorização desejada, adequa-se a criação e consequentemente, temos carnes de melhor qualidade.
Os cortes do boi
Usos para cada parte do Boi
Parte do Boi
Uso
Parte do Boi
Uso
Acém
hambúrguer, ensopado, assado
Fraldinha
Grelha, frita, churrasco, ensopado, assado na panela, assado
Alcatra
bife, churrasco, frita, grelha, assado na panela, assado
Lagarto:
Ensopado, assado (rosbife), asado na panela,
Bisteca
Grelhado
Maminha:
Grelha, churrasco, assado na panela, assado
Contra-filé:
Grelha, frita, churrasco, assado
Paleta
Ensopado, assado na panela
Costela
Churrasco, ensopado, assado na panela, assado, bafo, fogo da chão
Patinho
Grelha, frita, ensopado, assado na panela
Coxão duro
Ensopado, assado na panela, assado
Pelto
Defumado, bafo, churrasco, assado
Coxão mole
Bife, grelha, frita, assado na panela, assado
Pescoço
Hamburguer
Cupim
Churrasco, assado na panela, ensopado, assado
Ponta de agulha
Bafo, churrasco, ensopado, assado na panela, assado
Meu amigo Daniel Bender gostou da história de escrever aqui no Homem na Cozinha. No sábado 777 (07/07/07) ele me enviou essa receita de como se faz churrasco corretamente.
Divirtam-se:
Costelão 12 horas
Pergunte para um gaúcho qual é o melhor tipo de churrasco que há, em 70% dos casos ele dirá que é o churrasco de costela. Sério. O pessoal aqui adora esse corte e, pensando bem, churrasco sem costela é como feijoada sem linguicinha.
Dentre as formas de fazer costela, a mais adorada, amada e alcóolatra é o costelão 12 horas, mas nem todo mundo sabe fazer. Sendo assim, vamos à receita:
Deliciosa costela assada por 12 horas antes de ser consumida.
1º passo – a compra da carne, do carvão e do sal grosso
Sim, escolher a carne é importante. Vá no açougue e peça uma costela inteira, daquelas de 8 quilos. A chance da peça inteira ser velha ou inadequada é relativamente pequena, lembre-se, quanto mais rosada estiver a carne mais fresca ela se encontra.
Peça para o açogueiro cortar fora a parte mais grossa da costela, isso vai facilitar em muito as etapas posteriores.
Compre dois ou três sacos de carvão ou arranje toras grossas de lenha. O fogo precisa manter-se aceso durante muitas horas.
2º passo – convidar os amigos
Um costelão de 8 quilos basta para oito pessoas. A costela se reduz muito então é isso aí mesmo. Não espere um rendimento maior, a não ser que você convide o Chuck Norris e o Sandro Goiano.
3º passo – comprar a cerveja
São 12 horas no fogo, portanto faça as contas.
4º passo – faça o fogo
Coloque meio saco de carvão e acenda.
5º passo – espete e salgue a costela
Use dois ou três espetos fortes. Deixe-os bem firmes, pois a carne vai trabalhar muito durante o assamento. Uma grelha grande e confiável substitui os espetos.
Depois de espetada jogue sal grosso em cima da carne. Gaste um quilo de sal aqui.
6º passo – mantenha o fogo baixo
Coloque a costela no fogo com o osso para baixo. Mantenha assim por 10 horas. Aproveite esse período para embebedar-se duas vezes. O fogo deve estar sempre baixo, portanto vá colocando mais carvão manualmente. Após 11 horas de fogo vire a costela.
7º passo – cure a bebedeira comendo
Bata a costela para tirar o excesso de sal e sirva ela inteira em uma tábua de churrasco. Bon apetit.
Farofa talvez seja o mais brasileiro dos pratos. Essa farofa de cebola é uma receita que aprendi com a Dn. Barbara, já aos seus 100 anos. Avó da Mariana, uma grande amiga minha, Dn. Bárbara era a responsável pela farofa e pela salada de todos os churrasco.
Essa receita, a primeira vista parece uma insanidade, mas ela realmente dá certo e fica muito saborosa.
O melhor, é que a textura da cebola fica parecendo com a do bacon frito.