Pisco Sour
receita elaborada pelo Michel Felicio, chefe de bar do Bottega 21, em São Paulo
Dia do Pisco Sour
O Dia do Pisco Sour, celebrado no primeiro sábado de fevereiro, é uma homenagem ao coquetel mais icônico do Peru. Mais do que uma simples bebida, o Pisco Sour representa a riqueza cultural e histórica do país andino, sendo um símbolo de identidade nacional e orgulho gastronômico.
Origem e História do Pisco Sour
O Pisco Sour tem sua origem no início do século XX, em Lima, Peru. O drink foi criado pelo barman americano Victor Vaughen Morris, que chegou ao país por volta de 1903 e abriu o “Morris Bar” em 1916. Ele adaptou o tradicional whisky sour, substituindo o whisky pelo Pisco, um destilado de uvas típico da região. A receita original levava apenas suco de limão, açúcar e pisco, mas mais tarde foi aprimorada com clara de ovo e bitters de angostura, criando a versão que conhecemos hoje.
O Pisco é um destilado de uvas que possui uma denominação de origem protegida e é produzido tanto no Peru quanto no Chile. No entanto, no Peru, o Pisco Sour tem status de patrimônio cultural e é preparado com uma receita específica, diferenciando-se da versão chilena.
Por que o Dia do Pisco Sour é Comemorado no Primeiro Sábado de Fevereiro?
A oficialização da data foi feita pelo governo peruano em 2004, reconhecendo a importância do coquetel para a cultura e o turismo do país. A escolha do primeiro sábado de fevereiro visa incentivar o consumo da bebida durante o verão, período de alta temperatura e grande movimentação turística no Peru. Durante esse dia, bares e restaurantes promovem degustações e eventos especiais, fortalecendo a tradição do drink.
Dicas para o Melhor Pisco Sour
Se você deseja preparar um Pisco Sour autêntico, siga essas dicas essenciais:
- Escolha um bom Pisco – Prefira um Pisco Quebranta ou Acholado, que traz mais equilíbrio e suavidade ao drink.
- Use limão fresco – O suco de limão-taiti ou limão peruano é essencial para o sabor característico do coquetel.
- Bata bem a clara de ovo – Isso ajuda a criar a espuma leve e cremosa na superfície do drink.
- Use gelo de qualidade – Evite gelo picado, que dilui rapidamente a bebida e altera seu sabor.
- Finalize com bitters – Algumas gotas de Angostura bitters criam um contraste aromático perfeito.
Receita Clássica do Pisco Sour
🍹 Ingredientes:
- 60 ml de Pisco Peruano
- 30 ml de suco de limão fresco
- 20 ml de xarope de açúcar
- 1 clara de ovo
- 4 a 5 cubos de gelo
- 2 a 3 gotas de Angostura bitters (para decorar)
🥄 Modo de Preparo:
- Em uma coqueteleira, adicione o Pisco, suco de limão, xarope de açúcar e clara de ovo.
- Agite vigorosamente sem gelo por 10 segundos (dry shake) para emulsificar a clara.
- Acrescente o gelo e agite novamente por mais 15 segundos.
- Coe duplamente e sirva em uma taça gelada.
- Finalize com gotas de Angostura bitters sobre a espuma.
Curiosidades sobre o Pisco Sour
1. O Pisco tem denominação de origem – No Peru, a produção do destilado deve seguir normas rígidas, incluindo a destilação de uvas específicas e a proibição da adição de água após a destilação.
2. Existe um museu do Pisco em Lima – O “Museo del Pisco” celebra a história e a cultura do destilado, oferecendo degustações e experiências imersivas.
3. O Peru considera o Pisco Sour um patrimônio nacional – Em diversos eventos oficiais, é comum ver a bebida sendo servida para diplomatas e visitantes ilustres.
4. O Pisco Sour tem variações deliciosas – Além da versão clássica, há variações como o Chilcano (com ginger ale), Pisco Sour de maracujá e Pisco Sour de frutas vermelhas.
O Pisco Sour é mais do que um drink: é uma celebração da cultura peruana! No próximo primeiro sábado de fevereiro, aproveite para preparar essa icônica bebida e brindar ao sabor e à tradição que ela carrega. ¡Salud!
Você pode ver a receita desse clássico aqui.
Tudo que você gostaria de saber sobre Risoto
O que é Risoto?
Risoto – “arrozinho” na tradução literal da palavra é uma técnica de cocção de arroz, originária do norte da Itália o preparo do risoto é consiste em fritar-se levemente as cebolas e o arroz em manteiga (atualmente usa-se azeite de oliva), e se vai gradualmente deitando fundo de carne ou legumes e outros ingredientes, até o arroz estar cozido e não poder absorver mais líquido.
O risoto data do século XI quando o sul da Itália era dominado pelos Sarracenos e esses trouxeram o grão usado para a preparação do risoto.
História do Risoto
Desde o século XI o “primo piatto” – Risoto é apreciado, mas em 1574 na região hoje conhecida como Lombardia surgiu o mais conhecido de todos eles – o Risoto alla Milanese.
Durante a construção da catedral de Milão, Valério de Fiandra era o artista responsável pela execução dos vitrais da catedral e a partir de agora surgem as lendas e versões que envolvem a grande maiorias das histórias da gastronomia:
- Como toda lenda, essa começa com um acidente. A filha de Valério de Fiandra iria se casar e por um acidente, o artesão teria derrubado um vidro de açafrão na panela de risoto (algumas versões da história afirmam que foi intencional, por ciúmes do casamento de sua menininha). A grande questão é que apesar da surpresa, os convidados experimentaram e gostaram.
- Fiandra tinha um aprendiz com uma notável habilidade em criar cores diferentes e vivas. Seu “segredo” era adicionar açafrão no final do processo. Fiandra sabia do truque e incomodava seu aprendiz dizendo que qualquer dia colocaria açafrão no risoto.
Eis que o casamento da filha do artesão volta à história e o aprendiz convenceu o cozinheiro a adicionar o açafrão na receita, deixando o arroz com o tom amarelado do famoso Risoto alla milanese. Após o espanto inicial, alguns mais corajosos resolveram experimentar e constataram o delicioso sabor obtido.
Independente de qual seja a história, temos um grande nome, um evento festivo, um erro e uma lenda envolvendo o prato – um dos mais tradicionais da culinária italiana.
Técnica
A técnica risoto consiste no cozimento do arroz (de origem italiana), sem pré – lavagem, com a adição de Fundo durante o processo de cocção, para uma liberação gradual dos amidos contidos nos grãos de arroz, ao poucos e dessa forma, fundindo assim os grãos.
Para aromatizar o risoto, utiliza-se tradicionalmente cebola e manteiga, porém o grande trunfo, como prato da alta gastronomia é a possibilidade de agregar ao preparo, qualquer ingrediente comestível.
Para obtermos um bom risoto, são necessários:
- um bom Fundo
- bons ingredientes primários
- Arroz italiano de boa qualidade
- Fogo alto
- Atenção
- Paciência
Ou como costumam difundir cozinheiros e chefs ao redor do mundo:
10 mandamentos do Risoto
01) Use o arroz italiano, tipo carnaroli ou arbóreo
02) Nunca lave o arroz
03) Faça um bom Fundo
04) Cozinhe o arroz em fogo alto
05) Acrescente o Fundo do cozimento aos poucos
06) Mexa seguidamente
07) Não deixe o arroz grudar
08) O risoto deve ficar úmido
09) O risoto deve ficar “al dente” (um pouco duro)
10) Sirva sempre quente
Tipos de Arroz
“Arroz arbóreo” é um tipo de arroz, entre vários outros existentes e que estão ficando mais conhecidos nos últimos anos. Um tradicional arroz italiano, de grão médio (entre 5 e 6 mm), que tem uma enorme capacidade de absorção. Para você ter uma ideia, ele pode absorver uma quantidade de líquido de até 3 vezes o seu volume.
O arroz arbóreo não é só o mais indicado para o preparo de risotos, mas também para outras receitas que levam arroz e que ficariam perfeitas se os grãos pudessem “chupar” bastante do líquido gostoso em que são cozidos, para ficar bem saborosos.
Sua origem é japonesa. O Arroz Baldo é classificado na Itália como arroz superfino, os grãos são brancos, cristalino, grossos e longos, é um grande grão e é útil tanto para risotos (como o Arborio, o Carnaroli ou Vialone nano) e salada arroz, arroz cozido, sopas É rico em amido e tempo de cozimento recomendado é de 15-16 minutos, mantendo a sua forma e interior com dentro de um ponto ‘al dente’.
De origem italiana, o Arroz Carnaroli é considerado, o melhor arroz para preparação de risotos, pois possui grãos grandes e levemente perolados que, durante o cozimento, absorvem muito bem a água e liberam amido, o que resulta numa cremosidade única e que se enquadra muito bem em qualquer receita de risoto.
outros tipos
Maratelli: É um arroz de grãos grossos e arredondados com aspecto perolado. Foi resselecionado há alguns anos e, atualmente, apresenta excepcionais características de resistência ao cozimento. Sua excelente qualidade e extraordinária versatilidade na cozinha, tornam-no ideal para todas as receitas: dos risotos às sopas, das saladas às guarnições, até os doces.
Padano: Uma variedade de arroz médios a redondos de comprimento, seu tempo de cozimento varia de 13 a 15 minutos.
Caracterizada por uma massa particularmente macia e um alto teor de amido, é indicada principalmente para a preparação de sopas, minestrones, sopas aromáticas , bolos de arroz cozido e recheado, mas também aprecia ou molho branco.
Roma: Arroz de origem italiana, cuidadosamente selecionado de forma artesanal. Ideal para confecção de Risotos. Tempo de cozimento: 18 minutos.
Vialone Nano: Tem grãos mais curtos e arredondados que proporcionam cozimento mais homogêneo. É oriundo do cruzamento de Valone X Nano, o seu grão é médio. De todas as variedades de arroz italiano é o que apresenta o menor grão. Possui alto teor de amido o ajuda na cremosidade da preparação. O teu tempo de cozimento é mais rápido que os demais, por isso requer atenção especial no seu preparo.
Bolo de limão siciliano
Esse bolo de limão siciliano é mais uma receita da série – o que tem na geladeira e vai estragar. Eu tinha comprado muito limão siciliano para fazer limoncello e obviamente não usei todos e logo o limão virou um ingrediente frequente aqui em casa.
Depois de 3 receitas, essa foi a que ficou mais macia e saborosa.
Bolo de Limão Siciliano
Ingredientes
300 grs de Farinha de trigo
250 grs de manteiga sem sal
120 ml de leite
Raspas de 1 limão siciliano
1 e 1/2 xícara de açúcar
4 ovos
2 colheres de fermento em pó (bem cheias)
Modo de preparo
Bata os ovos com as raspas de limão siciliano e o açúcar (passado na peneira fina).
Quando essa mistura estiver homogênea, adicione a manteiga em temperatura ambiente (aos poucos), sempre mantendo a batedeira na menor velocidade possível.
Adicione 1/4 da farinha de trigo, intercalando com 1/4 do leite até que a massa fique totalmente homogênea.
Desligue a batedeira e coloque o fermento, misturando-o delicadamente com a massa com a espátula de silicone.
Em uma forma untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo, coloque a massa e leve ao forno pré aquecido por 45 minutos (temperatura moderada – 200 graus).
Faça o teste do palito antes de tirar o bolo do forno.
Calda
Ingredientes
160g de Açúcar de confeiteiro
suco de 1 limão siciliano
100 ml de água
Modo de preparo
Em uma panela pequena, coloque todos os ingredientes e engrosse a calda em ponto de caramelo.
Fure o bolo com um palito de churrasco e jogue a calda, ainda bem quente, por cima.
Sirva com um chá (o da foto é de baunilha).
Originalmente postado em 17 de maio de 2011
Dia Mundial do Cookie
No dia 4 de dezembro, o mundo celebra uma das guloseimas mais irresistíveis da confeitaria: o cookie! Crocante por fora, macio por dentro, com gotas de chocolate derretendo ou com recheio de doce de leite, o cookie é um convite ao prazer simples — e, muitas vezes, nostálgico.
Um pouco de história
Os primeiros cookies surgiram na Pérsia, no século VII, mas a versão moderna (com gotas de chocolate) foi criada nos Estados Unidos em 1938 por Ruth Wakefield, dona da Toll House Inn, que “acidentalmente” criou o famoso chocolate chip cookie.
Por que o cookie é tão popular?
Fácil de fazer e transportar
Altamente personalizável (sabores, tamanhos, recheios)
Agrada crianças e adultos
Pode ser crocante, macio ou gooey
Vai bem puro, com leite, café ou sorvete
No Brasil, ele ganhou o coração do público!
Nas últimas décadas, o cookie passou de um doce importado para um queridinho das cafeterias, food trucks, confeitarias e docerias artesanais. Versões com brigadeiro, paçoca, goiabada, doce de leite e até tapioca mostram como o Brasil deu seu toque à receita.
Curiosidades para adoçar o conteúdo:
O maior cookie do mundo pesava mais de 18 toneladas e foi feito nos EUA em 2003.
O Dia Mundial do Cookie gera milhões de buscas e hashtags todos os anos (#NationalCookieDay, #Cookielovers).
Há quem diga que a textura perfeita do cookie depende do tipo de açúcar usado: mascavo dá maciez; refinado, crocância.
Tipos e variações para você se inspirar:
Chocolate chip cookie (o clássico americano)
Cookie recheado (Nutella, doce de leite, creme de avelã, etc.)
Cookies veganos e funcionais com aveia, banana, pasta de amendoim
Cookies gigantes de frigideira (skillet cookie), servido com sorvete
Cookies artesanais com flor de sal, castanhas, matchá, frutas secas e muito mais!
Seja do time “crocante” ou “puxa”, hoje é dia de celebrar esse clássico da confeitaria com uma boa fornada!
Dia da Baiana do Acarajé
Ela veste o branco com dignidade, equilibra tabuleiros como quem carrega história e serve um dos sabores mais marcantes da cultura afro-brasileira: o acarajé. Hoje celebramos a força, a fé, o saber e a resistência da baiana de acarajé — guardiã de uma tradição que é muito mais do que culinária: é símbolo de ancestralidade.
Por que essa data é tão importante?
O Dia Nacional da Baiana de Acarajé, comemorado em 25 de novembro, reconhece oficialmente o papel dessas mulheres na preservação das tradições afro-brasileiras, especialmente da religião, da culinária e da oralidade.
A data foi escolhida por coincidir com o Dia Nacional da Consciência Negra (20/11) e com o dia de Santa Catarina de Alexandria, padroeira das baianas.
Muito além da comida
A baiana de acarajé não é apenas uma vendedora ambulante. Ela é, muitas vezes, filha de santo, detentora de saberes sagrados, responsável por manter ritos, práticas e uma culinária carregada de simbolismo. O acarajé, por exemplo, tem origem nos rituais do candomblé — oferecido a Iansã — e foi ressignificado como produto comercial, sem perder sua alma.
O que tem no tabuleiro da baiana?
Acarajé: bolinho de feijão-fradinho frito no azeite de dendê, crocante por fora e macio por dentro
Vatapá e caruru: acompanhamentos tradicionais
Camarão seco: sempre presente
Pimenta: como manda a tradição
Sorriso e firmeza: ingredientes invisíveis, mas indispensáveis
Curiosidades que vale conhecer:
Em 2005, o ofício da baiana de acarajé foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN.
Existe uma forte mobilização para garantir o espaço e o respeito à atuação dessas mulheres nos espaços públicos.
Há variações do acarajé em outros países de herança africana, como o akara, na Nigéria.
Honrar a baiana é respeitar a força das mulheres negras, o legado africano e a riqueza da culinária de matriz religiosa. Hoje, celebramos mais do que um prato: celebramos uma identidade.
Dia do Bolo
Existe algo que sempre traz lembranças doces, reúne pessoas ao redor da mesa e transforma qualquer ocasião em celebração? Sim: o bolo. Essa sobremesa tão versátil e cheia de história vai muito além de uma receita — ela carrega afetos, tradições e sabores que atravessam gerações.
O bolo tem raízes que remontam à antiguidade, quando massas doces eram assadas com mel e frutos secos — precursores dos bolos modernos. Com o tempo, técnicas e ingredientes evoluíram, e aquilo que era um simples pão doce tornou-se um símbolo de alegria e festividade, presente em aniversários, casamentos, festas de fim de ano e momentos cotidianos de afeto.
Mas o encanto do bolo está também na sua versatilidade: pode ser simples ou sofisticado, leve como um pão de ló ou denso e rico como um chocolate trufado. Em cada corte, há história, memória e sabor. Ele passa por versões clássicas como bolo de chocolate, cenoura ou fubá, e se reinventa em camadas com recheios cremosos, coberturas artísticas e até propostas contemporâneas como bolos veganos ou sem glúten.
Curiosamente, as diferentes técnicas de massa, recheios e coberturas tornam cada bolo único — e, na prática, aprender a fazer um bolo é também explorar um universo de texturas, aromas e combinações que agradam todos os paladares.
Este é um convite para mais do que comer uma fatia: é um chamado para valorizar o afeto por trás de cada receita, as mãos que misturam, assam e decoram; as histórias que se repetem por meio das gerações; e as memórias que um simples pedaço de bolo é capaz de evocar.
Que tal aproveitar esse momento para testar uma receita nova, revisitar aquela que lembra sua infância ou simplesmente dividir uma fatia com quem você ama?
6 Grandes Mitos do Churrasco
“Todo brasileiro gosta de futebol, de samba e sabe fazer churrasco.” Essas são três lendas que correm o mundo para identificar um brasileiro, porém todos nós conhecemos alguém que odeia futebol, não suporta samba, mas todo brasileiro sabe fazer churrascooops, não é bem assim.
Existem algumas lendas e mitos do churrasco e carnes podem prejudicar a execução do seu bom churrasco.
6 grandes mitos do churrasco
1) Usar carne de primeira ou carne de segunda
Como diria o saudoso Marcos Bassi, a divisão por carne de primeira ou carne de segunda é um erro que só é cometido no Brasil. Não existe uma carne com melhor qualidade que outra se fizer parte do mesmo boi. O traseiro e o dianteiro do boi, recebeu a mesma alimentação, condições climáticas, medicamentos e abate. Precisamos falar que existem gado de primeira ou gado de segunda. Um acém (dita popularmente como carne de segunda), tem a mesma qualidade que uma picanha (carne popular no churrasco brasileiro). Que uma paleta (pata dianteira) tem a mesma qualidade que um pernil (pata traseira).
2) Picanha com mais de 1kg é ruim
Já que falamos de picanha acima, podemos falar sobre o peso dela. Ou melhor, podemos falar sobre o peso das carcaças dos bois abatidos.
Ao levarmos em consideração as diversas raças de gado, existem as maiores e as menores – assim como os cães.
Se consideramos uma carcaça da raça nelore (a raça predominante no Brasil), com peso médio entre 450 e 500 Kg e consideramos uma carcaça da raça angus com peso médio entre 700 kg e 1000kg, com a informação que a picanha equivale a aproximadamente 1,5 % do peso total da carcaça, teremos picanhas de 0,750 kg e 1,5kg respectivamente, sendo que a de 1,5Kg é reconhecidamente, uma carne de melhor resultado que a primeira.
3) Carne maturada é mais macia que a carne não maturada
Simplificando o processo ao extremo, na maturação a carne passa por um processo de amadurecimento em baixa temperatura (qualquer temperatura entre -1o C e 45o C – geralmente o processo ocorre a 7o C) , o que faz com que, entre outros benefícios, as enzimas amoleçam a carne, sem oxidação por conta do vácuo.
Acontece que além dos benefícios (amaciamento, potencialização de sabores e suculência e odor da carne), a carne maturada de forma descontrolada ou armazenada de modo incorreto perdem todas os benefícios e liberam sucos (carne não tem sangue) dentro da embalagem à vácuo e reativam as enzimas, fazendo com que o odor e o aspecto da carne sejam de putrefada.
Se compararmos a maciez de uma carne maturada com a maciez de uma carcaça de primeira, teremos praticamente o mesmo resultado, sem o risco de desenvolvimento dos microrganismos patogênicos causadores de doenças.
Como fazer um excelente churrasco
4) Red Angus é melhor que Black Angus ou vice e versa
A raça Angus é uma raça de bovinos, originário do Nordeste da Escócia, destinado à produção de cortes de qualidade superior. Existem registro do aprimoramento da raça com mais de 200 anos e pode ser encontrado na variedades Aberdeen Angus (Black Angus) e Red Angus.
No que diz respeito à carne produzida a partir dessas duas raças, a única diferença é a pelagem. Isto é, a carne de ambas as raças tem as mesmas categorias e classificações – conforme conversei com o Renato Galindo – Gerente de Linhas Especiais da Marfrig.
A diferença entre as raças está em fatores de criação, como maturidade sexual e desenvolvimento de matrizes
5) Picanha de boa qualidade em promoção
Promoção de picanha nunca existirá se a carne for boa. Picanha tem aproximadamente 1,5% do peso da carcaça do boi – não tem como custar apenas 20 reais o kg
Ao considerarmos o peso médio de um boi gordo (pronto para o abate) da raça Angus, como 500kg e que após o abate, descarta-se 50% desse peso em pelagem, sangue e resíduos (apenas para efeitos de amostragem matemática e considerando o valor da arroba em fevereiro de 2015 no valor arredondado de R$ 140,00 temos o valor do boi gordo em aproximadamente R$ 2.310,00.
A picanha é responsável por aproximadamente 1,5% do peso total do boi gordo. Temos então um CUSTO de R$ 34,65 por peça de picanha (R$ 69,30 as duas de cada carcaça). Aplicando os custos de transporte, armazenamento e margem de lucro dos envolvidos no processo, o preço de mercado dessa peça é algo próximo a R$ 80,00 o kg (valor corrigido após consultar outros açougues).
Se aplicarmos a mesma fórmula para um gado Nelore, com peso médio de 250kg, temos um custo do boi gordo de R$ 1.500,00, o que gera uma picanha de aproximadamente R$ 22,50 de custo NO PRODUTOR, antes do abate.
Nossa amiga Carol do Panela de Barros lembrou que eu esqueci de colocar os impostos nesse custo. Os impostos da carne bovina, podem chegar a 25%.
Picanha ao forno – o churrasco fora da churrasqueira
6) Quanto mais grosso o sal, melhor
O sal ser grosso, não é necessariamente um benefício. É uma qualidade, que ora pode ser positiva, ora pode ser negativa. O grande segredo do uso do sal, é que ele seja uniforme.
Utilizar um sal grosso sem uniformidade, fará com que ele penetre e tempere a carne de forma irregular e certamente sobrarão “pedaços de sal” na parte externa da carne – sendo necessárias as famosas batidas na carne, para tirar o excesso de sal.
Atualmente temos no mercado, diversas marcas que se preocupam com a uniformidade do sal (por exemplo o “sal de parrilla” usado pelo meu amigo Andre de Luca, chefe do saudoso BOS BBQ), que garantem a penetração do sal por igual.
Um segredo – em alguns cortes, eu utilizo sal fino no lugar do sal grosso.
E você? Tem algum mito de churrasco para quebrar também? Use os comentários para coloca-los em discussão.
Fotos: Divulgação
Originalmente postado em 12 de fev de 2015








